Brisas frescas de um Novo Amanhecer!
O ano se abre como um limiar invisível, silencioso, mas absoluto. Um instante fora da sucessão comum do tempo, onde algo antigo se recolhe e algo anterior ao próprio mundo volta a se manifestar. Não é apenas a troca de datas: é um Kairos, um momento real e vivo, no qual uma Porta se abre, um Arco se revela e uma Ponte se estende entre o criado e o incriado. É nesse ponto exato que o virya é novamente chamado a atravessar.
Imagine um guerreiro diante dessa passagem. Não há aplausos nem promessas fáceis, apenas a percepção clara de que o tempo observa de dentro. O mundo exterior silencia por um instante e, no mundo interior do virya, algo desperta. É o chamado da Deusa Atenas, não como mito distante, mas como princípio vivo da Sabedoria, da estratégia e da lucidez espiritual.
Atenas não age pelo impulso cego, mas pela inteligência que ordena, pela visão que antecipa, pela clareza que separa o real da ilusão. Ela é a guardiã da mente desperta, aquela que ensina ao guerreiro que a verdadeira batalha não se trava no campo exterior, mas no domínio interior, onde pensamento, ética e ação precisam estar alinhados à Origem.
Esse Kairos não pertence à história comum. Ele participa do Real. É nele que se torna possível ingressar em uma nova instância gnóstica, onde os Siddhas de Agartha reafirmam seu Mundo Real no Presente Atual. Não como teoria ou crença, mas como vivência direta. Uma nova Porta se abre, um novo Caminho se anuncia, e com ele a exigência de uma transformação ética profunda.
Essa travessia exige praxis. Exige a Ética Noológica que Atenas inspira: lucidez, disciplina interior e fidelidade à Verdade. O virya que assume esse caminho reconhece em si o Guerreiro, não movido pela força bruta, mas pela inteligência espiritual que sustenta a verticalidade do Espírito em meio ao caos do mundo criado.
Nesse vínculo silencioso, forjado além das palavras, a Sabedoria Hiperbórea nos reúne. Não como multidão, mas como kamaradas. Um laço sólido e real, que se fortalece nesses momentos de passagem, quando o tempo comum perde consistência e o eterno se faz presente.
Que este início de ano seja vivido como aquilo que ele realmente é: um chamado.
Kairos.
Que a lucidez de Atenas guie o pensamento.
Que o Espírito não se distraia.
Que o retorno à Origem siga seu curso.
Divinus, Infinitus et Aeternus.

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